— República —

A República de Granvia

Uma novela sobre poder, traição
e o silêncio dos que deveriam falar

Granvia é uma república fictícia. Qualquer semelhança com nações onde
a democracia é defendida encarcerado quem o povo elegeu
é mera coincidência histórica e literária.

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"O inimigo que ataca você pela frente é um presente.
O aliado que administra sua derrota —
esse nunca vai aparecer na história."

— A República de Granvia

Personagens

RV
General Rodrigo Veras
O líder neutralizado

Homem do povo, preso no momento de máxima vulnerabilidade. Silenciado, mas não esquecido.

EC
Ernesto Cardoso
O Conselheiro

Sobreviveu a seis presidentes. Controla o partido por dentro. O aliado que administra a derrota.

AM
Ministro Alves Motta
O Juiz Supremo

Apresenta-se como guardião da democracia. Opera sem contrapeso. A venda que não impede de ver.

DA
Deputada Dalva
A Dissimulada

Eleita pelo movimento. Vota contra a base. Silencia os comentários. Nunca permite ser questionada.

LV
Lívia Veras
A Esposa Vigiada

Mantida longe no momento crítico. Convocada pelo Tribunal. Guarda a própria narrativa intacta.

AB
Professor Aniceto
O Povo Leal

Setenta e três dias de acampamento. Sentiu que algo estava errado na convocação. Foi mesmo assim.

Fundamentos Intelectuais

Sun Tzu
A Arte da Guerra
"A suprema arte da guerra é subjugar o inimigo sem lutar."
Maquiavel
O Príncipe
"Os homens devem ser mimados ou eliminados."
George Orwell
1984 · A Revolução dos Bichos
"Quem controla o passado controla o futuro."
Antonio Gramsci
Cadernos do Cárcere
"O poder que coloniza as instituições não precisa de força."
Nota do Autor

Esta novela foi escrita com o único instrumento que a literatura tem e que nenhum tribunal pode confiscar: a liberdade de examinar estruturas. Não pessoas — estruturas. Os padrões do poder que se repetem através dos séculos e das geografias com uma regularidade que dispensa a conspiração.

Granvia não existe. O que existe são as perguntas que Granvia permite fazer: quem convocou e quem atendeu. Quem ficou e quem partiu. Quem pagou e quem cobrou. Quem silenciou os comentários e quem não havia terminado de falar.

A literatura não acusa. Ela ilumina. O resto é com o leitor.