A República de Granvia
Uma novela sobre poder, traição
e o silêncio dos que deveriam falar
Granvia é uma república fictícia. Qualquer semelhança com nações onde
a democracia é defendida encarcerado quem o povo elegeu
é mera coincidência histórica e literária.
"O inimigo que ataca você pela frente é um presente.
— A República de Granvia
O aliado que administra sua derrota —
esse nunca vai aparecer na história."
Personagens
Homem do povo, preso no momento de máxima vulnerabilidade. Silenciado, mas não esquecido.
Sobreviveu a seis presidentes. Controla o partido por dentro. O aliado que administra a derrota.
Apresenta-se como guardião da democracia. Opera sem contrapeso. A venda que não impede de ver.
Eleita pelo movimento. Vota contra a base. Silencia os comentários. Nunca permite ser questionada.
Mantida longe no momento crítico. Convocada pelo Tribunal. Guarda a própria narrativa intacta.
Setenta e três dias de acampamento. Sentiu que algo estava errado na convocação. Foi mesmo assim.
Os Sete Capítulos
Fundamentos Intelectuais
Esta novela foi escrita com o único instrumento que a literatura tem e que nenhum tribunal pode confiscar: a liberdade de examinar estruturas. Não pessoas — estruturas. Os padrões do poder que se repetem através dos séculos e das geografias com uma regularidade que dispensa a conspiração.
Granvia não existe. O que existe são as perguntas que Granvia permite fazer: quem convocou e quem atendeu. Quem ficou e quem partiu. Quem pagou e quem cobrou. Quem silenciou os comentários e quem não havia terminado de falar.
A literatura não acusa. Ela ilumina. O resto é com o leitor.